Emigração em massa.
Nos anos 60 do século passado, dois factos novos que mudavam o quadro anterior. O inicio da guerra colonial e a emigração em grande escala de portugueses. Devido à mesma, entre 1960 e 1974 Portugal fica sem menos, cerca de um milhão de potenciais trabalhadores. Com a revoloção do 25 de Abril de 1974. Com o fim das colónias, inicia-se a vinda de centenas de milhares de africanos para Portugal. O número exacto é impossível de determinar. Por várias razões. A primeira é que face à lei que vigorava na altura, qualquer cidadão que tivesse nascido numa das antigas colónias portuguesas até à data da sua independência (1975) era para todos os efeitos um cidadão português e em segundo a instabilidade que ficou instalada derivada as guerras civis. Na década de 90, Portugal passou de vez, de país exportador a acolhedor, devido às profundas mudanças na composição da imigração neste início do século XXI, com o fim da União Soviética e a queda do muro de Berlim, a maioria dos novos imigrantes, oriundos sobretudo do Leste da Europa (Ucrânia, Moldávia, Roménia e Rússia), mas também do Brasil, competem agora no mercado de trabalho com os africanos, mas com enormes vantagens competitivas, dado que possuem mais habilitações escolares e melhores aptidões profissionais, em muitos casos até melhores que os portugueses.
Moral da história.
Hoje fala-se muito no desemprego em Portugal, mas eu gostava de ver se todos os imigrantes se fossem embora o que era feito deste país, porque trabalho há, mas o trabalho duro sobra para eles e, pessoas da minha geração para cima, porque os novos sonham com os cargos de licenciados e nada mais. Por isso fiz este poema que dedico a todas mulheres imigrantes
A
imigrante

È
nesta historia que em mim nasceu,
Que vem um sentimento forte que me
toma,
A sentir-me na tua
pele,
E a pensar que poderia ser
eu,
Mesmo que nem tudo seja o que a
gente seduz,
Em cada hora que te levantas ao
amanhecer ,
É energia de ti, com um raio de
luz,
Que te dá a força e dom de
vencer,
Os sonhos que trouxeste de uma vida
melhor,
É um navegar em tormenta e
desconhecida neblina,
Não há emigrante que certo dia não
chore,
Quando para vencer não basta ser
linda,
Mora em nós angustia da
distância.,
E o pensamento tão perto da terra
que ficou distante,
Que nos traz as recordações da
infância,
Isto só não sabe quem já não foi
imigrante,
Em sentimento profundo deixa-me
levitar te,
Para dares o teu melhor que poderes
manter,
Foste bem vinda ao nosso little
Countre,
Os portugueses são bons a
receber,
Tens o dom a simpatia e a
força,
Pouco mais precisas para
vencer,
Basta teres o espírito a fé e
esperança,
Que o amanhã terá um lindo
amanhecer,
Como nem sempre o fosco se
mantém,
Ás vezes as estrelas mudam de um
jeito,
Fosse eu cadente e tu cadente
também,
Tu serias a estrela que eu punha em
meu peito,
De Albino Lima


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